Blog do Caliman

Comentários sobre o quotidiano publicados por Jose Antonio Caliman

27 janeiro 2012

JORNAIS - A METAMORFOSE DAS CRISÁLIDAS

 

A geração de conteúdo grátis na Internet traz um leitor eventual que,  sem custos, consulta as principais notícias do país. Hoje a Folha lança um sistema inédito, no Brasil, de venda de  conteudo ao leitor final muito embora declare taxativamente ser " uma réplica do jornal impresso" para tabletes e afins.

O  parcelamento da informação, liberando cliques grátis, até um determinado limite, nos traz de volta os "teaser", usados na publicidade para antecipar parte de um anuncio ou campanha. Através do despertar do interesse do leitor, ouvinte ou  telespectador (é isso mesmo , o jornail digital tem as tres linguagens, som, imagem  estática e video) é levado a outras experiências pelas quais terá que pagar.

Se este é o modelo, ou não, já vem com as adaptações necessárias a Iphones, Ipads e outros tipos de tablets, uma clara atenção a este tipo de leitores.

Os editores da Folha e seus marketeiros perceberam, mais depressa do que os outros brasileiros, a necessidade de uma forma  diferente de vender a assinatura, sem vendê-la toda. Cá pra nós, o mesmo degustar  da venda avulsa que, ainda hoje, faz as tiragens de muitos jornais estar mais alta, fornecendo um " aperitivo" para depois vender o principal.

A crisálida começa a se metamorfosear, não virou borboleta, mas já esta se mexendo dentro do casulo. Devemos ver  uma liberação bem menor das noticias que estão por aí, grátis e disponíveis uma tentativa de " fechar o cerco" aos leitores do grátis

É  a primeira tentativa brasileira de uma assinatura diferente das convencionais. Não acredito ser forma definitiva, temos muito chão pela frente principalmente vendo os links pífios de alguns jornais em suas notícias de ultima hora, totalmente desprovidos de fotos e atrativos que levem o leitor a desejar mais do conteudo.

"Vamos a ver" diria meu amigo gaúcho, "vamos a ver". O tablet  do Steve Jobs está criando muitos jobs na cabeça dos marqueteiros, esperemos os resultados antes que papel jornal vire papel impresso vire artigo de luxo! impresso

 

  Abaixo o artigo publicado na Folha:

 

 

 

25/01/2012 - 07h15

Folha tem novo pacote de assinatura digital

Publicidade

DE SÃO PAULO

A partir desta quarta-feira, 25, a Folha passa a oferecer um plano de assinatura digital que englobará a Folha Digital e o conteúdo do jornal em tablets e celulares.

A Folha Digital (edicaodigital.folha.com.br ) é uma réplica do jornal impresso. Pode ser vista em computadores, tablets e celulares.

Agora, o pacote de assinatura dará acesso também às edições específicas da Folha para tablet e celular. Essas versões contemplam não só todo o conteúdo da edição impressa como atualizações do noticiário ao longo do dia e estavam em período de "degustação", sem cobrança.

No caso dos aplicativos móveis, o modelo implantado contempla diferentes níveis de leitura.

O acesso é livre até o limite de 20 reportagens por mês. No 21º clique será pedido um cadastro, o que dará acesso a mais 20 links. Depois desse ponto, a leitura estará liberada apenas para assinantes do pacote móvel ou da versão impressa do jornal.

"Com a medida, a Folha se alinha ao modelo seguido pelos principais diários do mundo", diz Antonio Manuel Teixeira Mendes, diretor-superintendente do Grupo Folha.

"No Brasil, o jornal será pioneiro no modelo chamado ‘poroso’, em que o acesso livre é franqueado a certas áreas e em determinada quantidade e cobrado em outras. É importante ressaltar que o assinante da versão impressa tem direito a todo o conteúdo do jornal. O objetivo é continuar oferecendo conteúdo jornalístico de qualidade."

O sistema "poroso" tem sido implantado com diferentes formatos em vários jornais do mundo. O caso de maior destaque até agora é do diário americano "The New York Times", que lançou pacotes combinados de acesso a seu conteúdo no site de internet, em tablets e em celulares.

O modelo é uma tentativa de buscar receita que garanta a manutenção de um jornalismo de alta qualidade sem barrar o acesso do chamado "leitor eventual".

No caso da Folha, o sistema flexível aparece em duas diferentes interfaces.

Uma delas é o aplicativo com tecnologia HTML5. Lançado no mês passado, ele permite aproximar a experiência do leitor em diferentes plataformas. Pode ser acessado a partir do navegador de internet dos tablets e celulares, no endereço app.folha.com.

Sua primeira versão está customizada para vários dos principais aparelhos disponíveis no mercado: os tablets iPad (da Apple) e Galaxy Tab (Samsung) e os celulares iPhone 4 e 4S (Apple) e Galaxy S (Samsung).

Para acesso direto, o leitor pode gravar o ícone em sua tela de início. A partir do aplicativo, o assinante pode também ler a Folha Digital. Nos próximos meses, novas funcionalidades serão acrescentadas ao programa.

O outro aplicativo contemplado no pacote é o específico para iPad, que pode ser baixado a partir da AppStore, a loja da Apple.

A assinatura digital da Folha custa R$ 29,99 por mês e pode ser feita no site da Folha ou no telefone 0800-015-8000.

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24 janeiro 2012

EU E MINHA LÍNGUA GRANDE !

O formato dos jornais esta mudando, enquanto uns mudam tamanhos e lay outs e até mesmo a forma como mostram as noticias, outros…..FICAM MODERNOS, veja o NYT 

Em 23 de novembro postei um artigo sobre o futuro dos jornais ( http://caliman.blog.terra.com.br/2011/11/23/jornais-a-miopia-de-quem-esta-dentro/) e veja, só, parece até que estava adivinhando, não é que o NY Times já se antecipou e está dando um leitor digital de presente? 

CES 2012: Banes & Noble está oferecendo e-reader Nook de graça
Promoção é válida para o modelo Nook Simple Touch, basta fazer a assinatura anual do jornal The New York Times

Por Tiago Alcantara em 11/Jan/2012
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Se a Amazon inovou o mercado com o tablet Kindle Fire por apenas 199 dólares, a Banes & Noble se superou na promoção que está anunciando durante a feira de tecnologia, CES 2012. Os leitores americanos podem levar para casa um Nook Simple Touch de graça.

Para isso, basta que os consumidores desembolsem 19,99 dólares, correspondentes à assinatura anual do jornal The New York Times. Sobre o dispositivo: o nome já diz tudo. O modelo é o mais simples da linha de e-readers da livraria americana, tendo como diferencial sua tela de toque. Antes da promoção, esta versão custava 99 dólares. O modelo que usa a tecnologia e-ink colorida, Nook Color, teve o mesmo desconto. Seu preço caiu de 199 para 99 dólares.

Uma pena que a oferta está diponível apenas para os americanos. A pergunta que fica é qual será a reação da Amazon depois desta cartada da N&B.

Fonte: http://www.superdownloads.com.br/materias/ces-2012-banes-noble-oferecendo-reader-nook-de-graca.html#ixzz1jijGAVTY

criado por caliman    5:16 — Arquivado em: Quotidiano

16 janeiro 2012

CONCÓRDIA BRASIL

 O acidente com o Costa Concórdia nos remete à responsabilidade de quem esta no comando, a forma de comandar e o conteudo das diretrizes.

 Estamos parecendo o capitão do navio afundado, ufanistas, arrogantes e altistas, só nos basta o Brasil de agora.

 O discurso não é feito tão somente com o Governo Petista que insiste em haver pago as dívidas quando as mesmas só se multiplicaram e adotaram o pseudônimo de dívida interna alias, de esquálidos milhões devidos ao FMI estamos a obesos bilhões, quase  mórbidos trilhões de dólares mais rechonchudos, para alegria dos  investidores internacionais . O povo brasileiro quase como como um todo, anestesiadamente, faz o mesmo discurso, pensa estar vivendo no Éden, inebriado pelo perfume da bolsas múltiplas.

 Nossos investimentos em crescimento esbarram em duas coisas fundamentais – o problema com as licitações apontado pelo TCU e paralisando obras  e a falta de vontade do governo ou, em melhor juízo, a incapacidade de definições do governo sobre o que é prioridade.

 O PAC salvador ( primeiro) já esta adernado a 80 graus como o Costa Concórdia e o PAC Dois navega muito próximo aos rochedos e parece que a capitã ainda não detectou isso em seus radares cobertos neblina vermelha.

 A blindagem puxasaquista parece convencer a Presidente de que tudo é só sucesso, a julgar pelas declarações da  própria.

 Uma luz no fundo do túnel – A presidente pensa sozinha, uma pedra na luz – o Lula ainda dá as cartas, basta observar o beija mão.

 Entre pensar e agir, com o garrote do  PT  apertando sua voz e os grilhões do PMDB prendendo seus passos , sofre ainda com a brutalidade das pancadas que os aliados, via ministérios, lhe dão. Exigir que aja assim, chegaria a ser desumano, caso a escolha de estar lá  não fosse dela própria.

 Trabalhar assim deve ser algo bem próximo do Inferno de Dante, a não ser que tudo seja sublimado em benefício dos votos futuros.

 Estamos em um cruzeiro turístico, comparados a ancoragem das economias mundiais  em seus portos. Navegamos alegremente, não nos preocupamos com o caus da falta de infraestrutura que consome bilhões, por exatamente faltar,  e nem com   um aumento substancial da qualidade na educação, nos moldes de Twain e Coréia.

Os estrangeiros já perceberam nossa incapacidade de suprir as demandas por postos de trabalho (os de alta remuneração)  e estão vindo para cá, ao contrario do que ocorria antes e até mesmo os haitianos sofridos já nos vêem como sua salvação, muito embora sua mão de obra não esteje qualificada..

 Estamos, invertidamente,  parecendo um estado resolvido quando o muito que nos falta ainda baseia-se no mais fundamental dos saberes – a educação política!

Desde muito tempo, e não só agora, votamos mal, escolhemos mal, delegamos mal e, sobretudo, aceitamos que o mal se repita por anos e anos propiciando controvérsias como a do judiciário, inoperância como a do executivo e conivência como a do legislativo.

 Aceitado como esta o Brasil parece uma nau mágica e fantasmagórica onde tudo acontece e ninguém vê nada e quem vê, se cala.

 Esperemos que o radar da sanidade ilumine os caminhos nossa capitã e que os imediatos de plantão lhe sejam, antes de tudo verdadeiros e contem sobre quantas pedras escondidas estamos navegando.

 

criado por caliman    11:27 — Arquivado em: Quotidiano — Tags:, , , , , , , , ,

8 janeiro 2012

TAXAS DE CARTÃO - A BURRICE NA CONTRAMÃO

Para que se tenha idéia sabemos que as taxas de cartões de credito, para comerciantes, tem lá seus malefícios, além do que, alguns negociam  mal as taxas de recebimento, ainda há outra grande maioria que adianta os recebíveis, a juros bem altos, fruto  da falta de capital de giro.

Mas quem realmente paga a taxa  do cartão o comerciante? Claro que não! è o consumidor! Outro dia fui pego de surpresa em um restaurante que "premiava " o cliente com descontos de 5% caso fosse pago em dinheiro e recebia tambem cheques e uma bandeira que já foi uma das lideres do mercado, mas que em razão da arrogância nas negociações virou bandeira de terceira.  Fui o primeiro a entrar no restaurante e lá vinha uma comitiva de 12 pessoas ( normalmente almoçamos em 4 no estabelecimento) que almoçou muitissimo bem so que, a conta foi paga em cartão, no concorrente  que, segundo me consta, já tinha dado uma salgada de 4,5% nos preços.

A noticia, dizem os jornalistas, tem que ser gerada atraves da opinião das partes envolvidas ( muito embora não é bem assim que observamos) pois bem, se o comerciante se sente "lesado", existem algo mais barato no mercado a disposição no BNDS, BANDES, etc e existe sua associação de classe, o CDL, todos prontos a brigar por ele e brigar em conjunto. Ouvindo consumidor, financiadores entidades e estabelecimentos por certo as taxas serão reduzidas.

Creio que levarei um bom tempo para retornar ao restaurante que, diga-se de passagem, servia uma boa refeição mas, a sobremesa de pagar a vista me assustara por um bom tempo.

Abaixo uma reportagem que mostra que os estúpidos do Corcovado também pensam como o dono do restaurante e lá se vai nossa imagem de tupiniquim vendida barato por aí.

Nos que trabalhamos com turismo já não acreditamos mais  em recuperação no Mintur das verbas perdidas do ano passado BRUTAIS 80% de contigenciamento.

Enquanto os burrocratas do palácio central fazem suas asneiras, nossa balança comercial vai engordando o déficit .

O governo está mais do que especialista em gerar empregos,  assim no turimo, como na industria, gera empregos LÀ FORA!

Algumas medidas foram tomadas, ainda tardiamento, mas são mero paliativo, somente para conter a sangria desatada da falta de vagas em hoteis que se avizinha ou de desonerar o preço dos combustiveis de aviação e reduzir pequenos entraves.

Estamos sim é na mão de gente que não é do ramo, esta mais acostumada a lides sindicais, a embates verbais em praças públicas, ao agito das bandeiras vermelhas sob varias denominações e ao patrocinio de práticas que estão longe do mercado e perto do caus!

Deus salve o nosso Turismo porque do jeito que vái , só tendo um carnbaval por mes para recuperar,  e não so o oba oba que se vê travestido no nome de contenção de despesas.

Esperemos que em 2012 não se avolumem os financiamentos  a obras sem orçamentos e tampouco venham colocar em nossa conta os destemperos que haverão.

O ditado popular diz que dinheiro não aceita desaforos e o Simonsem avisa não há almoço de graça, alguem vai pagar a conta de tanta incompetencia, sabe quem? Nós! Simples e meros brasileiros

O voto dignifica a eleição, mas votar mal afronta a razão! Somos um pais de loucos que elegeu um governo perdulário que tal e qual uma  sanguessuga  quanto mais arrecada, menos tem para investir.

Sobra um alento, o Senado reconheceu a profissão de turismólogo e eu estou preocupoado com as notas do ENEN de nossas escolas.

 O distico dos sindicalistas pode e deve ser usado, vamos a luta companheiros, vamos consertar a besteira que fizemos e debitar na conta de um legislativo inoperante e lerdo o governo mal formado que temos, tá na hora de suar  a camisa e dizer fora! Queremos gente competente

Há…os velhinhos aposentados do Brasil, que viajam, pois não são os de salario minimo, infeçlizmente que o consegue, foram GARFADOS , aumento desigual tratamento desigual, sectario e inconstitucional ou todos os brasileiros são diferentes perante a LEI. Pois é  caros  amigos que seguram as baixas temporadas dos hoteis batendo lata , a grana ficou menor!  VIAJE BEM, nos sonhos! Porque na real, não dá!

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RIO - O Rio nunca esteve tão cheio de turistas. Se houve queda no número de europeus e americanos, a compensação veio com vizinhos sul-americanos e o público de outros Estados brasileiros. O investimento dos governos municipal e estadual para transformar a cidade em uma “capital mundial de eventos” rendeu frutos. Mas também escancarou a falta de estrutura para receber a crescente demanda.

Fila para ver o Cristo Redentor - Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
Fila para ver o Cristo Redentor

A austríaca Constance Niedermaier, de 27 anos, por exemplo, desistiu de conhecer o Cristo Redentor. “Estou de férias, mas não tive paciência para esperar. Um amigo levou oito horas para fazer todo o passeio.”

O desconforto não é exclusivo de turistas. Moradores de Laranjeiras, na zona sul, reclamam dos engarrafamentos provocados por quem vai até o Corcovado.

Segundo a Empresa Municipal de Turismo (Riotur), a cidade receberá mais de 3 milhões de turistas neste verão –12,4% mais que na temporada passada. A expectativa é de que eles gastem US$ 2,233 bilhões, ante US$ 1,976 bi no verão passado.

Na quinta-feira à noite, um grupo de turistas chamava a atenção na Lapa, centro do Rio, não só pela animação como pela quantidade. Eram 40, de 12 nacionalidades diferentes. O grupo faz MBA nos Estados Unidos com a carioca Andrea Schalka, de 25 anos, que organizou a viagem. “Nosso principal problema foi no Cristo, porque não aceitavam cartão. Várias pessoas andando com dinheiro é perigoso.”

Presidente da Fundição Progresso – uma das maiores casas da região da Lapa –, Perfeito Fortuna comemora lotação máxima de 5 mil pessoas em todo dia de festa. “Não fica tão confortável como costumava ser, mas por enquanto está dando”, disse. Desde dezembro, o faturamento aumentou mais de 100%.

Na tradicional Confeitaria Colombo, no centro, a média diária de 2 mil pessoas em outubro passou para 5 mil nas últimas semanas. “Em 2 de janeiro, um dia chuvoso, tivemos mais de 7 mil pessoas, o que causou filas nas 11 horas em que ficamos abertos”, disse Renato Freire, chef da casa aberta em 1894. A média de 2011 foi 20% maior que a de 2010.

A Associação Brasileira de Hotéis do Rio espera taxa de ocupação em torno de 90% até março e fechamento do ano com 85% de quartos ocupados, em média. Entre janeiro e novembro de 2011 (números de dezembro ainda não saíram), a média foi 79,15%.

O diretor do Trem do Corcovado, Sávio Neves, culpou a falta de fiscalização contra vans piratas e atraso de dois anos do governo federal em liberar a compra de quatro trens pelas filas. “O melhor é adquirir o ingresso com antecedência pelo site.”

criado por caliman    22:58 — Arquivado em: Quotidiano — Tags:, , , , ,

5 janeiro 2012

MARCA BRASIL

È publico e notório que a marca econômica do Brasil tem se valorizado assim como a marca de conquistas sociais.

Também é publico o rating de direitos humanos  com letras e números a menos depois do caso Batisti.

A marca  de rentabilidade do Brasil, de repente ficou em alta. Bom, muito bom, comparado ao cenário mundial, mas ainda ruim para quem passou pelo sofrimento de aperto econômico, da falta de emprego, da recessão, quando do maldito e hoje abençoado e esquecido PROER.

Esquecem-se os arautos de novos tempos da penúria em que o Brasil  foi submetido salvando seu sistema financeiro e saneando-o a custa de muitos e vultosos sacrifícios.

Hoje, os marinheiros da última viagem acham terem sido os arautos da terra a vista, após as tormentas.

O barco, que hoje ostenta o slogan de "melhor",  não é senão o resultado da soma de nossa sacrifício,  aliada a incoerência das políticas mundiais de amparo ao credito desmedido e as falcatruas dos sistemas financeiros travestidos de hipotecas.

Nosso sinal  amarelo, já avermelhado pela vergonha dos fiscais do dinheiro publico, a muito mostra sinais do destempero da autoridade  monetária, haja vista um dito "Banco Estatal" comprar ativos duvidosos de outros bancos, com dinheiro publico,  sob o batismo e apadrinhamento de quem deveria fiscalizar o sistema  bancário recuperado à custa do crescimento do Brasil.

A recente captação de dólares, dita por alguns como um novo milagre brasileiro ( vade retro,  satanás)  protagoniza o caus de um pais perdulário que poderia, já e agora, reduzir drasticamente a taxa de financiamento da divida brasileira,  transformada de divida externa em sujeira embaixo de nosso tapete, com financiamento feito pelo suor dos impostos pagos pelo povo brasileiro.

 A chamada divida interna, que foi transformação da  externa, decantada como paga ao FMI  nos atormenta internamente e financia sim o emprego, o capital e o desenvolvimento…..de outros países,  que sorvem das tetas de nossa pátria  mãe os preciosos recursos destinados a nosso desenvolvimento sob a forma de estapafúrdios  juros.

A gerencia do Brasil capenga, não cumpre metas e tampouco consolida políticas elementares amparado sempre no discursos da falta de recursos mesmo quando bate recordes diários de arrecadação. Sequer  seus próprios  programas cumprem  cronogramas, atrasados quer seja por demandas jurídicas intermináveis ou pela falta de vontade de concretizar determinadas obras , os nordestinos que o digam, ante  a deteriorização das obras de transposição do São Chico e de uma  bolsa família  clientelista e desempregadora herdada e não aperfeiçoada a contento.

Ao contrario de muitos, não me furto ao dever da  critica, tão necessária e obliterada pelas premissas partidárias dos que não querem ver a verdade despejada na mídia, alegando responsabilidades que já estão definidas constitucionalmente e que de forma nenhuma necessitam de mais regulação ou tutela sem prejuízo da democracia.

 O fortuito, imponderável e imprevisível destino leva o Brasil ao sexto posto da economia mundial. Bom, muito bom, não fosse somente o momento, o critério incompreensível das agencias de rating  e o ufanismo exageradamente partidário do governo.

Temos ainda questões delicadas e profundas a resolver fora do âmbito de nossa fronteiras. Muitos  vêem o Brasil como regime de exceção, comparável a Iraque, Ira, aos regimes talibãs, a Fidel Castro,  Chávez e outras formas  de governar e dominar, fruto de uma equivocada política de chancelaria de alguns anos evidenciada pelo apoio ao Irã, ao caso Batisti e a muitos outros apoios incompreensíveis como a espoliação da Petrobras na Bolívia.

Não discordo no quesito de exceção por estas razões, mas  há muitas outras para justificar: Aqui imperam outros regimes,   onde contas correntes sabidamente movimentadas de forma detectada  pela autoridade monetária como excêntricas, não podem ser explicadas   e que os legisladores não dão conta de coibir, por estarem muitos, DEPENDENTES de decisões que se protelam, confortavelmente, até fim de mandatos,  com respeito a duvidas na legalidade de suas diplomações a cargos eletivos provocando dúvidas e desassossegos na população

 Somos um povo pacato e sem aspirações , a não ser as pessoais, um povo que aceita explicações de demora e liminares para retirar vândalos que ocupam e depredam propriedades públicas e privadas em nome de greves, reclamações e atrasos, alguns até justos, mas que não justificam a falta de segurança em ter patrimônios, garantidos em constituição, invadidos, saqueados e depredados sem que a polícia, garantidora constitucional  da integridade do mesmo,  haja e fique refém de uma decisão judicial quando a lei já determina  a reintegração imediata.

Perdulariamente gastamos o tempo do pais toureando crises e nos submetendo a exigências absurdas para realização de eventos como a Copa do Mundo de Futebol, exigências estas que confrontam leis, rasgam decretos e expões o povo ao álcool e a quebra do protocolo mais simples da livre concorrência.

Nossa logística nos leva ao tapador de buracos, ao recuperador de estradas e as inúmeras verbas saneadoras de enchentes, escoadas pelo ralo da incompetência em gerenciá-las.

A marca Brasil hoje mais  bonita e destacada  no quadro sujo do mundo em crise destaca-se, mais limpa e mais apresentável que as outras todavia, não tão transparente quanto deveria ser.

O embaçamento esconde nossas mazelas, esconde favelas, esconde um povo ainda carente de uma educação que o leve a votar de forma mais participativa sem a necessidade da obrigatoriedade  que mesmo assim ainda consegue levar às urnas os cidadãos deseducados para a vida comunitária,  quiçá política para declarar seu voto.

Se fosse me lembrar do ex presidente Luis Inácio por alguma coisa relevantemente eterna  seria a frase proferida por ele dizendo que os que não gostam de política são governados por aqueles que gostam, ou algo parecido,  uma verdade insofismável patenteada pela eleição  ícones que sabidamente não tem conhecimento sequer para a compreensão do papel de legislador , mas que, por força partidária,  fazem parte de uma comissão de educação Nacional!

O Brasil, de hoje é sem duvida melhor que o de ontem sobretudo depois do estancamento da hemorragia da inflação contida pelo esparadrapo do plano Real e da cirúrgica operação do Proer.

A distribuição de renda,  ainda que longe de sua melhor regulação provocou, de forma salutar, um mercado interno desaquecido por décadas a se manifestar e consumir inúmeros produtos, mas nossa industria ainda capenga com sua capacidade de produção em boa parte ociosa e com promessas de crescimento em 2012 abaixo das taxas de crescimento do pais.

Os impostos que são sugados das veias da economia pela vampiresca maquina estatal acumulam-se nos equívocos de sua aplicação como no caso das verbas das enchentes, destinadas quase que a um só estado da federação ou dos inúmeros convênios denunciados em vários ministérios.

A federação por sua vez tartamudeia leis de distribuição de  resultados da exploração do petróleo  tentando até mesmo, anticontitucionalmente, retroagir rasgando contratos, acordos e decisões consensuais anteriores.

Nossa escolas, depois de desvios de conduta educacional, voltam-se agora ao ensino profissionalizante, disseminado por muitos e tardios IFES, mas que, antes tarde, do que nunca, são bem vindos e aplaudidos.

Nosso ensino subverteu-se,  a escola publica e gratuita  de excelência  foi substituída pela escola paga e particular,  às vezes nem tão excelente, basta ver os resultados do ENEN.

Nossa marca maior, a de povo pacífico e ordeiro, perdeu-se nos latrocínios, assassinatos e execuções pouco investigados e pouco esclarecidos, somos hoje um dos países mais violentos do mundo.

Matamos mais do que guerras em nosso trânsito caótico, quer seja pela falta de educação ao dirigir ou mesmo pela fraqueza de nossas leis e de nossa fiscalização ou,  até mesmo,  pela corrupção que deixa nas ruas e estradas motoristas e veículos sem condição de trafego.

Matamos quem esta na fila do hospital pois nossos leitos cada dia mais são ocupados por motociclistas irresponsáveis, quase sempre acidentado nos corredores das vias, no entre carros e na legislação que não provê uma placa de identificação maior e nem pena pecuniária, inclusive a conta do hospital,  a quem conduzir erradamente.

No leito da estrada de ferro, abandonada e substituída pela estrada de rodagem para automóveis e caminhoes e por onde trafega nosso atraso, nossos produtos e nossos passageiros,  nossa  incompetência realizadora de politicas  de transporte de massa.

Passageiros que, ao trocarem carro por avião, fugindo das morbidas estradas,  acotovelam-se em aeroportos defasados e desproporcionais ao movimento. Talvez ai a razão do contingenciamento das verbas do Min. do Turismo em mais de 80%, quem sabe, menos verba, menos turista, menos movimento, menores reclamações,  talvez e inexplicavelmente isto.  

Melhoramos? Negar as qualidades dos últimos de evolução do Brasil desde o Governo FHC até o de Dilma seria uma incoerência,  mas negar que ainda temos muito mais do que 20 anos para chegarmos a um estagio de pais desenvolvido, é esquecer a educação falha, a saúde capengante do SUS, a logística ruim e os impostos absurdos que fazem hoje da marca Brasil uma logotipo com estrelas  embaçadas que poderiam sim ser mais brilhantes,  se as pessoas que não gostam de política resolvessem, ao menos defender-se pela política.

Dos filhos pródigos deste solo,  és mãe gentil, pátria amada Brasil!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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20 dezembro 2011

DESPRESENTE

Recebemos do Judiciário alguns legados  que a meu modo de ver afrontam o Brasil Analfabeto ( eu analfabeto, tu analfabeto, ele analfabeto, etc.. de LEIS). Sim analfabetos, meus caros, eis o que somos, ralé inculta, mentes  torturadas, corações oprimidos que tentam desvendar os segredos deste monte de caracteres juntos a que chamamos Leis. Cegos e portadores de astereognosia somos incapazes de palpar e entender esta tal de LEI tão intangível!

Começamos com a premissa mais  absurda, a doença maior de nossa Constituição: somos todos OBRIGADOS  a conhecer a Lei. Analfabetos, cegos, surdos, semi-analfabetos, analfabetos funcionais, quem só fez o primário, quem não enfrentou o banco das Faculdades de Direito ( algumas bem tortas segundo o Ministério da Educação) quem não passou na prova da OAB todos nós, simples mortais que habitam a planície imensa e ocupada pela turba quase  herege ante seu desconhecimento da deusa  Lei canonizada pela Constituinte.  

É-nos difícil entender  esta tal de lei, como por exemplo: Se um Juiz tem que julgar, porque passa a bola para um Governante, como no caso Batisti ( e nem estou discutindo, AINDA, o mérito do caso e sim a forma do julgamento)

Porque ponciopilatamente empurram o caso para a "definição do presidente"?

Porque agora um Ministro proíbe os Juízes de serem investigados por eles próprios? Quem o fará? as Cortes que deveriam ser julgadas ou investigadas, ou o nosso querido lixeiro que todo dia leva embora a nossa culpa de consumo destemperado?

Não sei, pergunto-me porque a polícia que DEVE garantir a Constituição e o direito a propriedade tem que aguardar a liminar de desocupação expedida pelo  doutor? Não me venham com a lenga-lenga  de resguardo social. Quando a propriedade publica é invadida por sem terras, por estudantes, por funcionários descontentes, por índios, por manifestantes de toda ordem, a maioria meros casos de polícia e ação anárquica contra o patrimônio público, as vezes tolerada por dias e dias em nome, dizem alguns, da  democracia..

Há , hoje tomei um porre de desilusão com a declaração de outro ministro ( este assunto já é  prato frio, mas azedou, para mim, pego-me a ruminá-lo acidamente, me corroendo a razão) de que os mensaleiros NÂO serão julgados assim como muitos outros crimes que prescrevem sob uma justiça ultra carregada,  mas que entra em recesso por vários dias, que tem férias de sessenta dias,  absurdamente grandes,  e que se queixa que falta gente, e que não há tempo e que…Santo Deus ainda bem que aqui não é Jerusalém, provavelmente já teriam gasto o muro das lamentações…apesar dos salários polpudos pagos regiamente. Divida 13 salários por  10 meses, que é a quantidade de meses trabalhada pelo juiz descontando-se ainda, os dias do recesso ( para ser justo esqueçamos o dia de natal e ano novo senão vira argumento) e verás que por mês TRABALHADO de acordo com a lei, recebem bem mais do que nominalmente se apregoa

Como deixamos eles fazerem isto, se muitas vezes não concordamos, embora tenhamos que cumprir? Simples, votamos muito mal! Escolhemos legisladores que são como nós, analfabetos legais funcionais que não conseguem fazer leis ou remendos, que incinerem de vez a sobreposição de poderes e que dê ao país uma tranqüilidade maior, uma segurança maior.

O Estado nos dá um despresente de fim de ano, uma incerteza maior e uma cumplicidade com o crime enquanto não o julgamos a contento.

Culpar só o judiciário….Não, a culpa maior é de nossa falta de apetência pela política, pela nossa falta de civilidade e de amor a nós mesmos, isso mesmo, a nós mesmos. Preferimos  alcunhar todos os políticos de ladrão a gestar na sociedade cabeças melhores do que as nossas.

Mas lá se vai um tempo longo ate que tal aconteça,  as gerações depois das nossas, até a atual, terão que ser educadas, quiçá,  politizadas.

Estamos  sob o jugo de nossa própria inércia.

Que venha o verão americano, não anárquico como a primavera árabe mas, o suficiente modificador para trocar, ao menos, uma boa parte dos eleitos.

A ultima e não menos triste - O TSE libera AGORA, passado um ano do pleito as candidaturas e conseqüente diplomação de políticos, passados tanto tempo… é um outro DESPRESENTE

Um bom Natal…..não para você, não para nós, não para eles, conjuguem da forma que quiserem . O Natal só será bom para aqueles que se beneficiaram do cochilo da Lei que nós, através do voto, patrocinamos ou seja: um bom Natal para a corrupção, para o crime, para …

Há, ia esquecendo: um ano novo cheio de …esperanças, ao menos esta, para todos nós

Abra o seu DESPRESENTE, jogue fora a embalagem e o conteúdo e trabalhe para um dia, quem sabe, nosso neto viver contente, sem despresente!

 

 

criado por caliman    3:22 — Arquivado em: Quotidiano

23 novembro 2011

JORNAIS, A MIOPIA DE QUEM ESTA DENTRO

O artigo  abaixo e ao final deste  é o relato de  uma reunião para tentar entender o futuro do Jornal.

Estranho o posicionamento de muitas pessoas do meio  que ainda não entenderam que  a escrita ainda é predominante, mas não nos jornais impressos -  transferimos isto para a Internet, os modelos de redação, os repórteres e até mesmo as investigações.

Adaptamos a notícia a Internet que veio com a força do impresso e o imediato do rádio, só que mais rápido e mais longe, sem a necessidade de impressoras ou antenas monstruosas alias, as antenas limitadas recebem mais noticias do que qualquer jornal possa produzir… nos telefones, smarths, tablets, há…. os tablets…  vão chegando e abraçando varias industrias ao mesmo tempo, a fonográfica  já esta mais do que mudando, o rádio esta online e os escritos também.

O 4g trará de vez a TV para a WEB sem interrupções, mesmo porque, já esta digital e pendurada até…. nos  GPS do carros.

O que espanta é não entenderem que a mídia digital, não obstante as pesquisas  que empunham como tábua de salvação, trocaram  o veículo para  duas gerações de uma só vez só que uma, ainda lê jornais impressos  e a outra, mais nova, …é digital

As novas gerações não querem mais esperar o dia seguinte para ver a notícia,  a querem no agora do acontecimento, em tempo real.

Ver o Grupo gaúcho indo a Universidade procurar respostas é ver também a PERVERSIDADE se transformar em Universidade, cumprir seu outro papel que é produzir além de ensinamentos, informações de qualidade pesquisadas junto com as cabeças mais frescas de seus alunos tutorados por seus mestres e "auditados" pelas empresas.

Os jornais estão com a síndrome da Coca Cola, só que a Coca já mudou, ou seja, ao ver invadida seu mercado por outro concorrente ( sucos, energéticos, águas de todos os sabores) simplesmente reforçou  a concorrência e a comprou.

Alguns jornais também,  só que os canais de venda de publicidade são absolutamente diferentes.

Há uma insistência clara dos periódicos, em sua maioria de não reconhecer seu crescimento vegetativo e enganador.  Medem seu crescimento, mas não comparam com o da concorrência aliás, que concorrência, Kindles, computadores, smarths, tablets, telefones, mídia digital na rua e o insaciável Google, esta maquina de publicidade fantástica e com um poder de atingir seus targets sem igual.

Um anuncio  colocado em  um site, de imediato, seguindo os robôs, se posiciona  em questão de minutos, com uma precisão espantosa. Coloquei em um dos sites que tento pilotar um anuncio e em exatos tres minutos o anuncio Google mostrado estava devidamente dentro do target.

Tinha-se em mente os jornais impressos remotamente e hoje é até barato comprar os "reprints" de diversos deles presentes todas as manhãs, em formato compacto, nas recepções dos hotéis.

 Quando lançados, um luxo para poucos dado ao alto preço hoje… melhor ler o smartphone, esta tudo lá,  e mais um pouco.

A reinvenção do Jornal ainda não aconteceu, foi tele transportado de súbito para a Internet onde passou um rouge de anúncios em movimento para não ficar amarelo como papel de jornal velho.

Jornal acabando, ainda não… só vemos uns poucos, mal geridos indo para o limbo digital, como o saudoso JB impresso…., mas o tempo urge e não me espantarei se daqui a pouco os assinantes do jornal receberem de presente ….um tablet, aliás , já esta custando menos de 50 dólares na Índia talvez uma boa saída quem sabe?

A  pior saída  esta na cabeça dos dirigentes - Ficarem parados porque as receitas ainda estão altas.

 Não entenderam o crescimento vegetativo de suas carteiras de assinaturas que morre junto com seus assinantes mais  velhos e  que venda avulsa, é para quem não tem leitor digital.

O tablet que o  Sr Steve Jobs nos empurrou para o resto da vida  poderá ser o coveiro dos jornais, ou a tábua de salvação depende do uso.

 Caliman

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Eis o artigo do ESTADÃO:

" Marili Ribeiro, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO -

VEJA TAMBÉM

O saldo do encontro de profissionais de jornais no seminário promovido pela International Newsmedia Marketing Association (Inma), encerrado ontem em São Paulo, é um alerta: a tentativa de se achar a melhor maneira de incorporar as novas mídias digitais ao negócio não deve provocar o abandono da versão impressa. A razão é simples: 90% do faturamento das empresas jornalísticas ainda vêm do papel.

Três dos quatro executivos dos maiores veículos da área - Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, Sérgio D’Ávila, editor executivo da Folha de S.Paulo e Paulo Motta, editor executivo de produção de O Globo - bateram na mesma tecla. Para eles, apesar do momento de transição vivido com o crescimento do número de leitores no canal online, não se pode deixar de lado a relevância da versão impressa.

"Há uma obviedade na qual todos nós desembocamos", disse Ricardo Gandour. "Conteúdo de qualidade é o que faz os leitores buscarem o meio jornal para se informarem. Talvez, no futuro, o faturamento das empresas do setor não seja tão robusto quanto nos tempos em que os serviços analógicos predominavam. Mas a rentabilidade pode até ser maior, porque as condições serão outras, com gastos menores de distribuição."

O diretor do Grupo Estado recorreu à evolução das mídias para lembrar que, sempre que um novo meio surge, há um abalo nos canais existentes e um período natural de deslumbramento com a novidade que aporta no mercado. "Ainda não encontramos uma plataforma de aceitação estável para amparar as necessidades de consumo e as de comercialização no meio digital. Mas, quando esse novo canal se sedimentar, o que vai prevalecer é o conteúdo", disse.

Por isso mesmo, Paulo Motta não deixou por menos e brincou com as previsões catastróficas dos consultores que anunciaram a morte do jornal impresso em dez anos. Lembrou que o período já passou e o papel continua relevante. "A receita que vem do site é ainda 4% do faturamento do jornal impresso", ressaltou. "Não dá para correr atrás do canto da sereia do digital, que é muito forte, e, com isso, matar a galinha dos ovos de ouro desse negócio. Há muitas oportunidades no impresso e acho que não estamos investindo nelas."

Sérgio D’Ávila reforçou essas interpretações do atual momento da atividade ao apresentar uma ampla pesquisa de hábitos de consumo realizada em abril deste ano pelo instituto Datafolha. Entre os números relevantes, está o de que 52% da população que consome notícias se informa lendo jornais. Um índice que sobe ainda mais nas classes A, B e C, chegando a 66%. O meio jornal perde apenas para a TV, que é onde 90% se informam.
O dado mais animador para os profissionais do setor é a constatação da pesquisa que 73 milhões de pessoas dizem ler jornal impresso no Brasil, sendo que 21 milhões leem todos os dias. "O papel tem mais penetração do que a internet, que atinge 44 milhões de leitores de notícias", disse.

Laboratório

Marta Gleich, diretora de internet do grupo de mídia gaúcho Zero Hora, fez parte desse painel de debate, que tinha a missão de mostrar como vai a harmonização das estratégias impressas e digitais. Logo de cara, não escondeu que experimenta a vida digital há apenas quatro anos, mas que fez toda a sua carreira no impresso. Dito isso, salientou que "não está no DNA das redações de jornais ou nos departamentos comerciais saber lidar com demandas virtuais. Precisamos incorporar a tecnologia ao nosso cotidiano".

Diante dessa dificuldade em se desvendar o novo mundo, a executiva apresentou a experiência do grupo gaúcho de manter uma unidade de pesquisa tecnológica dentro do centro universitário da PUC, no parque tecnológico denominado Tecnopuc, em Porto Alegre.

"Ocupamos todo o 5.º andar, onde 85 profissionais de diferentes perfis - temos engenheiros, matemáticos e designers, entre outros - trabalham num ambiente ‘meio Google’, em busca de ferramentas e soluções para o jornal implantar no site, nas versões para celulares, assim como aplicativos e até games.Reconhecendo sua dificuldades em lidar com a flexibilidade e informalidade desse novo ambiente, ela considera que "pesquisa e inovação" viraram o centro do negócio da comunicação e precisam ser incorporadas às redações. "Não basta as empresas de comunicação parecerem digitais. Elas têm de ser digitais."

criado por caliman    3:05 — Arquivado em: Quotidiano

15 novembro 2011

O FUNDO DO PORTO

Ciclicamente volta a tona o caso dos benefícios fiscais. Desta feita a Fiesp vai contra o FUNDAP e outros  e no Senado tramita lei para acabar com os subsídios.

Alguns portos comos os de Vitória e de Vila Velha recebem muitas importações  também em razão do FUNDAP que hora ou outra vai ser extinto e se extinto, deverá reduzir bastante o volume de utilização daqueles portos.

A reflexão atual de muitos fala em perdas grandiosas de receitas, mas não vejo grandes movimentos para pensar o porto quando chegarem ao fundo do poço suas movimentações de carga.

Sabemos que o capital não trafega por este ou aquele porto e sim por aqueles que lhe são mais favoráveis e menos o corroem com taxas e impostos então, as importações continuarão   a acontecer só que, ao inves da logística de impostos mais baixos, procurarão caminhos mais curtos, infra-estrutura de retro porto mais comodas e menos onerosas que propriciem MAIOR LUCRO, nada mais.

Alguns portos seráo vocacionados para outras atividade como industrialização ( em Vila Velha já temos a Flexibrás e em Vitoria o Moinho Buaiz) ou off shore para aqueles Estados, que como o Espirito Santo tem a felicidade  de ter em sua costa demandas previstas de tamanhos bem grandes.

Uma outra atividade, ainda desprezada, é  transformar uma das partes em marinas publicas  com serviços, uma fonte de receita menor, mas não desprezível,  num pais de costa tão grande.

Por enquanto, a ferrovia prometida no sul do ES  vai ficando parecida  com a Madeira Mamoré, desandou,  antes mesmo de ser começada.

As estratégias do Plano 20 - 25 elaboradas durante o Governo de Paulo Artung precisam ser aceleradas sem a utilização dos monopolizantes players que obtusam sua utilização .

Pensar um super porto de aguas profundas, sem as mazelas do porto estreito , para grandes embarcações e destinar os portos para a ligeireza do offshore e para  a cabotagem parece-nos uma alternativa viavel e exequivel  em Vila Velha além de poder-se utilizar Cariacica como  estaleiro de pequeno porte isto, se a licença ambiental não se transformar em cavalo de batalha.

O estado já deveria estar pensando, também , na ligação ferroviaria norte - sul, integrando portos e municipios como Linhares e  Presidente keneddy, esvaziando estradas e salvando vidas.

Enquanto não vemos a s soluções implementadas, se o FUNDAP cair e se os royaltes foram barbaramente  descompromissados  não ficaremos pensando no fundo do porto e sim  no fundo do poço.

( pelo tamanho da mobilização feita pelos royalties e pela pequena quantidade de apoiadores vê-se que o capixaba ainda não entendeu o tamanho da catástrofe,)

 

 

 

 

 

 

 

criado por caliman    8:00 — Arquivado em: Quotidiano

5 outubro 2011

O ESTILINGUE DIGITAL

O pensar das redes de comunicação de impressos volta-se sempre para a logística. Como transportar a notícia até o leitor, quanto custa e como chegar mais rápido.

Escrevo outra vez sobre o destino dos jornais sobretudo o destino daqueles que ainda acham que a internet esta longe de seus negócios, pois AINDA estão faturando o suficiente.

As regiões de maior potencial de consumo possuem, também, as publicações com maiores tiragens especialmente os periódicos diários e eis que a internet lhes toma um espaço e outros lhes dá muito embora a forma com que estes são usados  sejam, no mínimo, discutíveis senão vejamos:

1) Uma marca não é um dos principais patrimonios de uma empresa?

Como então abdicar desta marca e  "trocar" o nome? Os portais identificados por siglas, nem tão conhecidas do publico deixam uma reflexão: Se os motores de busca procuram o que lhes é  imputado porque  um jornal se chamaria  xyz3g1 na internet? Será que faz alguma diferença?

E se esta sigla, além de abrigar um jornal de circulação nacional, tambem abrigasse outro, concorrente, de cunho regional?

2) A exemplos praticos: - Os jornais paulistas pouco se projetavam em Minas Gerais, Espirito Santo e no proprio Rio de Janeiro

Hoje usam o estilingue da Internet e, confesso, os favoritos do meu browser não são cariocas e nem regionais dos quais leio as manchetes de dentro do carro nas mãos dos poucos jornaleiros , nos sinais de transito) e sim os paulistas mais afetos à Internet, mais leves e mais completos em conteúdo.

3) Se os veículos que transportam os veiculos de midia não podem ir mais rápidos ou mais barato ( transporte aéreo e terrestre) porque então não acelerar o processo distribuindo midia digital paga? A Amazon ponto com já "vende" o seu leitor Kindle. Amarrado hardower ao software, o leitor fica exclusivo e, mesmo que outras publicações sejam acessadas,  a comprada a eles pode ter restrições e só em seus aparelhos funcionar.

4) Espanta ver os jornais diminuindo drsticamente suas tiragens e seus executivos não buscarem com empenho redobrado o acesso ao leitor  mesmo sabendo que as receitas de midia vao pouco a pouco mudando seu destino, apoiando-se , cada vez mais em meios eletrônicos ( só esta semana li mais de 20 anuncios de imóveis em São Paulo e moro emm…..Vitoria - ES)

5) Com os custos cada vez maiores dos anabolizantes, porque fica tão dificil distribuir um tablet aos anunciantes?

Façamos as contas: uma permuta faz um automovel sorteado de premio a leitores custar algo em torno de  20.000 reais ora, se tablets  ( R$ 80,00) fossem distribuidos e falo de tablets simples como o indiano, custariam, para 50.000 assinantes….. R$ 4.000.000 que bem planejados poderiam ser distribuidos em midia permanete a construtoras, a fabricantes de equipamentos eletronicos,  etc etc etc e o custoi de impressão ficaria bem reduzidos quer seja  por economia de papel ou de maquinário,  muito embora os mastodontes do imobilizado das gráficas ainda  sejam objetos de cuidados especiais em função do alto custo dos mesmos.

Se o raciocínio é simples, dificil é mudar o status do jornalismo de materia de ontem para on-line. As coberturas poderiam se dar em tempo real, utilizando midias  rapidas e em tempo rela mesmo porque fazer um up load de uma pequena filmagem  executada utilizando uma boa camera digital ficaria  bem mais em conta do que mandar a pauta ser coberta…

Estamos precisando raciocinar para o rápido, o movimentado e o barato.

Estamos precisando  trocar a asa do avião, com o avião em movimento, para não precisarmos fazer com que ele continue a usar mais pneus em detrimento das asas.

Enquanto as midias impressas vão  enterrando seus assinantes, a internet faz nascer milhares de outros , ávidos do agora e imediato, propulsionados pelo elástico do Google e redes sociais, aliciando reporteres gratuitos  e informações em tempo real, fugindo do papel e estilingando a notícia que antes era de ontem para hoje,  para de agora para agora!

As materias esfriam muito mais rápido do que antes, basta ser  noticia e milhares de leitores ja interagem aliás,  as noticias inteligentes já vem com espaço para o leitor colocar opiniões e declarar preferências, um prato cheio e saboroso para o povo de marketing não preguiçoso.

O local esta perdendo clientes para o regional que perde para o nacional, que perde para o mundial.

A crise euro americana mostrara tambem que muitos periodicos perderão clientes em velocidades não vistas anteriormente - a crise não poupa a diversão, o lazer e a informação, o que primeiro se corta são as assinaturas e a queda de tiragens é inevitável.

A internet já substitui, somente com lides elaboradas, os principais jornais para cada vez mais pessoas.

Nunca se escreveu tanto e nunca se leu tanto, na Internet, é claro.

Ops, desculpem-me o meu smartphone me avisa sonoramente que chegou mais uma comunicação e este novo e poderoso veiculo, não é preciso ser dado ao cliente leitor, jáesta pago por ele, basta vender a assinatura.

Mais uma pelotada fenomenal do estilingue digital que acerta os periodicos impressos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

criado por caliman    8:04 — Arquivado em: Quotidiano

17 setembro 2011

PARADOXOS DA LEI

 

Vi, mais uma vez provas serem anuladas por serem obtidas "ilegalmente". Desta feita lá com um filho do sarney.

Ele ou outro que, de alguma forma, estiveram  comentendo atos que podem vir ser julgados como ilegais beneficiam-se da ineficiência da lei.

Ora, alguem já pediu a algum contraventor para que fizesse seus delitos "dentro da lei", ao abrigo de provas ?

Então, daqui a pouco, dever-se-a, ao ritmo em que andamos desde que absolveram o Batisti, solicitar licença ao pretenso infrator para coletar qualquer prova.

Não bastasse o estado de exceção em que vivemos onde, para retirar qualquer INVASOR e DEPREDADOR de dentro de uma propriedade faz-se necessária a ABSURDA INTERFERÊNCIA DE UM JUIZ  já que a garantia da propriedade  não é feita pela polícia.

Ora se eles reclamam tanto do excesso de trabalho porque não deixar a cargo da polícia o imediato cumprimento de seus deveres constitucionais?

Deve ser por causa do tal de "direitos humanos" que garante que um meliante preso tem direito ao COITO  PAGO PELO NOSSO IMPOSTO já que os guardas de sobreaviso assim o são.

ESTE É SOMENTE UM EXTRATO DA MEDIOCRIDADE DE NOSSOS LEGISLADORES e continuamos a colocar ervas daninhas   lá  no senado e congresso num flagrante estado de desinformação que até mesmo os corruptos que saem do cargo são substituidos …pelos mesmos que lá os colocaram como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Levaremos mais de vinte anos, se começarmos agora, para colocar alguma forma de entendimento político no cerebro de nossa juventude que, por força da deseducação que a eles legamos, constituem-se mera massa de manobra!

 

criado por caliman    20:39 — Arquivado em: Quotidiano

5 setembro 2011

A CENSURA ESTA DE VOLTA

O 4º Congresso do PT traz-nos de volta os anos de chumbo, a censura a imprensa e a regulação da liberdade.

Ja não basta a censura ao Estadão que perdurou por um bom tempo, já não bastam as campanhas que evidenciam o governo e não as realizações da sociedade ( campanhas de todos os governos e não só do PT) agora o partido do Governo propõe um cala a boca à sociedade nomeando de "imprensa Marron" algumas publicações ora, a dita imprensa marron, se existe, além de insipiente, pouco faz frente à boa imprensa.

Quando falam de partirização dos veículos mostram onde querem chegar : ao cerceamento da liberdade de escolha dos veículos que, se fossem tão partidários assim teriam elegido os concorrentes e não o PT.

Não concordo com cerceamento do direito de nenhuma das partes e sonho com o arbítrio correto das penalidades a quem usar indiscrimindamente a midia ( lembremo-nos que quem arbitra as multas de danos morais são os juízes pautados unica e exclusivamente em seu bom senso ou seja xingar a mãe de um cidadão comum em tese deveria receber a mesma pena do que xingar a mãe do juiz)

É hora de revisarmos os partidos, volta-los para uma ideologia diferente da existente hoje ( farinha pouca meu pirão primeiro) comum a todos eles.

Equivoca-se quem pensa que calando a boca da imprensa faz-se um país melhor.

O PT, assim como os outros partidos tem grandes e perduradouras mazelas haja vista a crescente ocupação de seus membros no governo onde lá se empregam em numeros nunca antes vistos neste pais e a corrupção, conforme visto na midia faz parte integrante do governo e se são os adversários a pratica-la, falta gerenciamento para que tal não aconteça então. deixemos entornar o caldo através da imprensa.

Fica dificil entender porque um partido de tão "ilibada reputação"  preocupa-se com a imprensa, quem deveria faze-l é a "maldita" oposição que tudo faz de errado

 

(sic) "Após anos de pilhagem do Estado, através de privatarias que legaram ao País o fardo de uma herança maldita, o governo Lula resgatou o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, recuperou a função do planejamento governamental e fortaleceu o poder público, inclusive o das empresas estatais, como foi o caso exemplar da Petrobras."

"O PT reafirma seu compromisso com a liberdade de criação e com as novas formas de manifestações político-culturais que são possíveis por meio de utilização dos novos instrumentos da informação e do conhecimento."

" Convoca o partido e a sociedade na luta pela democratização da comunicação no Brasil, enfatizando a importância de um novo marco regulatório para as comunicações no País, que, assegurando de modo intransigente a liberdade de expressão e de imprensa, enfrente questões como o controle de meios por monopólios, a propriedade cruzada, a inexistência de uma Lei de Imprensa, a dificuldade para o direito de resposta, a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam do assunto, a importância de um setor público de comunicação e das rádios e televisões comunitárias. A democratização da mídia é parte essencial da luta democrática em nossa terra

Abaixo alguns trechos da Resolução Política do 4º Congresso Nacional do PT

 

Para nós, é questão de princípio repudiar, repelir e barrar qualquer tentativa de censura ou restrição à liberdade de imprensa. Mas o jornalismo marrom de certos veículos, que às vezes chega a práticas ilegais, deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos ou distorcer as informações para caluniar, injuriar ou difamar. A inexistência de uma Lei de Imprensa, a não regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da propriedade cruzada de meios, o desrespeito aos direitos humanos presente na mídia, o domínio midiático por alguns poucos grupos econômicos tolhem a democracia, silenciam vozes, marginalizam multidões, enfim criam um clima de imposição de uma única versão para o Brasil. E a crescente partidarização, a parcialidade, a afronta aos fatos como sustentação do noticiário preocupam a todos os que lutam por meios de comunicação que sejam efetivamente democráticos. Por tudo isso, o PT luta por um marco regulatório capaz de democratizar a mídia no País.

 

Mais que isso, fez cessar a perseguição aos movimentos sociais – alguns deles criminalizados no passado –, reconheceu formalmente as centrais sindicais de trabalhadores e promoveu um diálogo permanente com as organizações do movimento sindical e popular, tornando-os protagonistas das políticas públicas por meio de centenas de conferências setoriais.

"

criado por caliman    2:48 — Arquivado em: Quotidiano

21 agosto 2011

BRASIL MAL EDUCADO!!!

 

O lucido e perfeito artigo do Luiz Guilherme  Gernbeli mostra, em termos absolutamente prático, o que os secretários ( municipais, estaduais e federais) pouco conseguem enxergar = TUDO PASSSA PELA EDUCAÇÂO!

Perguntem aos secretarios de desenvolvimento urbano dos municípios se tem preocupação com formação de mão-de-obra….EM SUA MAIORIA, NÂO TEM.

Perguntem aos secretarios de cultura dos municípios se tem preocupação com formação de mão-de-obra….EM SUA MAIORIA, NÂO TEM.

Perguntem aos secretarios de EDUCAÇÂO  dos municípios se tem preocupação com formação de mão-de-obra….EM SUA MAIORIA, NÂO TEM.

Se repetir esta pergunta  apenas renomoeando o nome das pastas dos secretários, a resposta obtusa será somente ….isto é preocupação do desenvovimento econômico!!!

Estamos no limiar dos EUA….vamos exportar, ainda mais …POSTOS DE TRABALHO.

Não sei se por acanalhamento ( DE CANALHAS MESMO) ou por obsolescência política ( via nomeações de energúmenos sem conhecimento de suas pastas) ou ainda por pura parvice ( de PARVO, BURRO, IGNORANTE) ou ainda por falta de orientação dos mandantes ( prefeitos, secretarios estaduais, secretarios federais, ministros e até da presidencia da republica, estamos nos preocupando tão somente com a geração de empregos e não com a verdadeira qualificação dos trabalhadores.

Temos um ministério do trabalho aminusculado por um partido ( aliás, muitos ministérios assim o são) com dirigentes voltados para um pseudo sindicalismo e não para  o emprego.

Chafurdamos na lama da incompetência de varisos sistemas, um deles o que aceita o sistema "S" cobrar  por capacitação, quando a capacitação e seus elementos são patrocinados por "renuncias" fiscais em favor da….industria"

Como diisse o consul com quem estive reunido hoje….é desanimante, o BRASIL , tão bão omo é esta , é desanimante.

 

 

 

 

 

Luiz Guilherme Gerbelli - O Estado de S.Paulo

Em abril, a engenheira civil Almudena Olivares Piñera, de 25 anos, trocou a Espanha por Salvador. O motivo foi uma vaga de emprego na empresa responsável pela construção da Arena Fonte Nova, estádio que vai abrigar os jogos da Copa de 2014 na Bahia.

As perspectivas para a economia brasileira - principalmente se comparadas ao cenário de crise em países da União Europeia e nos Estados Unidos - tornaram trajetórias como a da jovem engenheira cada vez mais frequentes no País.

No primeiro semestre deste ano, o número de profissionais estrangeiros aumentou quase 20% em relação ao mesmo período de 2010. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre janeiro e junho foram concedidas 26.545 autorizações para que profissionais de outras nacionalidades possam trabalhar no País, contra 22.188 nos mesmos meses do ano passado. "O Brasil se tornou um mercado com muitas oportunidades para um profissional qualificado", diz a engenheira Almudena, que chegou ao País por meio da Aiesec, uma organização que promove o intercâmbio entre profissionais.

De acordo com Celso Grisi, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), a "invasão" dos estrangeiros está apenas no início. "Como nos países de origem a situação econômica está muito difícil, a chegada de novos trabalhadores internacionais tende a aumentar nos próximos anos", afirma Grisi. Ao contrário dos países desenvolvidos, a economia brasileira deve avançar neste ano pelo menos 3,5%, nas estimativas da maior parte dos analistas.

Os estrangeiros são atraídos, principalmente, pelas oportunidades nas áreas de engenharia e de segmentos relacionados ao pré-sal. "Não tem muito o que fazer por enquanto, porque as empresas são as primeiras a buscarem profissionais estrangeiros", afirma Grisi, referindo-se à baixa qualificação do brasileiro.

Regiões. A presença de estrangeiros tem crescido em especial fora do tradicional eixo Rio-São Paulo. O Nordeste e o Centro-Oeste, por exemplo, inverteram a tendência dos dois últimos anos e voltaram a atrair mão de obra internacional. Nessas regiões, a presença de trabalhadores "importados" cresceu 134% e 48%, respectivamente.

No Nordeste, nos primeiros seis meses do ano, a quantidade de mão de obra importada já supera a de 2010. Há dados curiosos quando se analisa a presença de estrangeiros por Estados. O Rio Grande do Norte, por exemplo, apresentou alta de 791% no número de profissionais do exterior no primeiro semestre. A capital do Estado, Natal, é uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o que motiva o aumento de estrangeiros na economia.

Na avaliação de Ricardo Lacerda de Melo, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o aumento de estrangeiros na economia do Nordeste ocorre por conta dos "investimentos estruturantes". Ele destaca que o emprego regional cresce acima da média brasileira nos últimos anos: "A região recebe investimentos com a implantação de grandes empreendimentos em petroquímica, estaleiros, siderurgia e minérios".

No Centro-Oeste, somente o Distrito Federal teve redução na contratação de estrangeiros - queda de 8% -, enquanto os demais Estados apresentaram alta no período. Ao contrário de anos anteriores, a migração para a região tem sido de profissionais qualificados, diminuindo o espaço de trabalhadores menos qualificados de países fronteiriços, como Bolívia e Paraguai. "Esses trabalhadores que estão chegando são mais capacitados", diz Luiza Ribeiro, presidente da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Ritmo forte. Entre as cinco regiões brasileiras, o crescimento de trabalhadores estrangeiros é maior no Norte. Nos primeiros seis meses de 2011, a alta foi de 248% ante o mesmo período do ano passado. Em 2010, o número de trabalhadores estrangeiros por lá já havia dobrado. A região tem recebido muitos trabalhadores com baixa qualificação e que vêm de países mais pobres. Somente no Acre, foram concedidos 162 vistos para haitianos.

Em números absolutos, o Sudeste ainda é a região que mais atrai trabalhadores internacionais. Puxada pelos Estados do Rio e São Paulo, a região teve crescimento de 11% neste primeiro semestre. No ano passado, a alta foi de 68%. "Escolhi São Paulo porque queria morar numa cidade cosmopolita, aprender outro idioma e conhecer a cultura brasileira", diz a colombiana Ana Maria Dominguez, de 24 anos, que desde março trabalha em uma empresa especializada em promover negócios sociais.

criado por caliman    13:19 — Arquivado em: Quotidiano
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